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A versatilidade cênica é uma das principais características de Cláudia Abreu. Basta observar alguns de seus trabalhos ao longo de mais de 30 anos de carreira na tevê. A atriz consegue "passear" tranquilamente do drama à comédia em personagens como a Clara, de "Barriga de Aluguel"; a Laura, de "Celebridade", e nas divertidas Chayene, de "Cheias de Charme", e Pamela, de "Geração Brasil".
Justamente por ter feito tipos cômicos nas duas últimas novelas, ela achou que seria interessante voltar ao ar na pele de um papel mais naturalista e simples como a Helô, de "A Lei do Amor", que chega ao fim em abril. "Achei bom ser uma personagem limpa, com a simplicidade como ponto central. Em relação às últimas, Helô é totalmente diferente. Até por isso eu quis fazer", conta.
A história escrita por Vincent Villari e Maria Adelaide Amaral começou com o grande amor entre Helô e Pedro, que no início foram interpretados por Isabelle Drummond e Chay Suede. Os dois acabaram separados por conta de uma armação, mas se reencontram depois de adultos, quando os personagens são defendidos por Claudia e Reynaldo Gianecchini.
"Apesar de Helô ter se casado com Tião por necessidade, ela manteve o amor pelo Pedro. Depois que ela descobre o que aconteceu, é muito mais fácil voltar a esse passado porque ficou imaculado, ninguém teve nenhum problema com ninguém. Na verdade, houve um fator externo", explica, citando o papel de José Mayer, que se revelou um dos vilões da trama.
Na hora de construir seu papel, Cláudia levou bastante em consideração o jeito simples de Helô. Desde a infância pobre até chegar à fase adulta, quando se torna uma dona de galeria elegante, a personagem mantém essa mesma essência. "Ela é muito sincera e continua muito fiel aos seus princípios e ao amor da vida inteira, que é o Pedro. Isso é o que move também", completa. Apesar de ter sofrido quando mais nova, a carga dramática de Helô não ultrapassa sua leveza. "A personagem tem a dramaticidade quando é necessário, mas também é solar. E eu faço questão que ela seja solar porque acho que, apesar dos sofrimentos da primeira fase, Helô sobrevive porque gosta da vida", salienta. ("A Lei do Amor", Globo. De segunda-feira a sábado, às 21h20).
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