Para Gustavo Reiz, lidar com fatos históricos sempre foi algo bastante comum em sua trajetória profissional. Graduado em História pelo Centro Universitário La Salle do Rio de Janeiro, o autor buscou aproximar sua profissão de formação com a sua porção de escritor. Por isso, não chegou a ser um empecilho abordar a singular temática medieval em "Belaventura", próxima novela da Record, que tem estreia prevista para abril.
O universo da cavalaria, realeza e disputas de território esteve presente na bibliografia do autor ao longo dos anos. "É um universo que me inspira bastante. O período medieval é muito rico em possibilidades. Além disso, é totalmente diferente de 'Escrava Mãe'. Posso explorar as lutas, disputas pelo trono, romance de cavalaria e o amor cortês. Enfim, todo o imaginário medieval é muito extenso", defende.
Após finalizar o texto da colonial "Escrava Mãe", Gustavo chegou a apresentar duas sinopses para a emissora: uma contemporânea e outra medieval. Mas o canal quis continuar apostando em enredos de época para a faixa das 19h30, que atualmente reprisa "A Escrava Isaura". "Foi uma opção da emissora seguir essa linha. Queríamos aproveitar a boa repercussão do último trabalho. Percebemos que o público gosta de grandes romances clássicos", aponta.
A história do folhetim é ambientada no fictício reino de Belaventura durante o século XII. O núcleo principal gira em torno do príncipe Enrico, papel de Bernardo Velasco, que se apaixona pela misteriosa serva Pietra, de Rayanne Morais. No entanto, os dois vivem um romance proibido por conta da diferença de hierarquia social. "Enrico renega o poder e não se sente capaz de assumir o trono. Já Pietra é uma plebeia muito sofrida que não confia em nada nos homens da corte. É uma novela com muita aventura, mas com uma grande história de amor", adianta. 
A partir do encontro desses personagens, segundo o autor, "o público terá elementos bastante conhecidos, como as lutas, peste negra e perseguições". ("Belaventura", Record. Estreia prevista para abril)