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Emílio Orciollo Netto não tem preconceitos quando o assunto é trabalho. Comercial ou conceitual, o importante para ele é poder encarar novos personagens e as aventuras que surgem a cada novo projeto. O atual momento da carreira do ator evidencia bem seu ecletismo. No ar como o atrapalhado Damasceno, de "Sol Nascente", Emílio também pode ser visto na recém-terminada "Dois Irmãos", minissérie assinada por Luiz Fernando Carvalho. "Eu não vou planejando minha carreira de modo monocromático. Adoro fazer comédia às seis, papéis sérios às nove e tipos complexos nas minisséries das onze. Não é que um personagem seja melhor que o outro. O que muda é a maneira com que me conecto a eles e como isso chega ao público", analisa.
Gravado durante nove meses entre 2014 e 2015, o trabalho em "Dois Irmãos" renovou os laços de Emílio com a tevê. Vindo de uma série de tipos excêntricos e divertidos, o ator ficou sabendo da adaptação televisiva da obra de Milton Hatoum e se ofereceu para um papel. "Eu estava às vésperas de completar 20 anos de televisão e querendo muito voltar a trabalhar com o Luiz Fernando. Foi um reencontro esperado", conta o ator, que estreou sob a direção do diretor em "O Rei do Gado", de 1996.
Emílio estava dedicado ao teatro e ao cinema quando surgiu a oportunidade de aparecer em alguns capítulos de "Sol Nascente". Apesar do papel pequeno, seria uma boa chance de promover um outro reencontro artístico do ator. No caso, com o autor Walther Negrão, com quem trabalhou em novelas como "Desejo Proibido" e "Araguaia". "Adoro a leveza com que o Negrão trata a realidade. São tramas divertidas e sempre surpreendentes", conta.
A permanência de Damasceno no folhetim, inclusive, pegou o ator de surpresa. No convite feito pela direção, o personagem ficaria apenas os primeiros capítulos, funcionando como peça-chave para desvendar os mistérios da família De Angeli.
"O Damasceno tinha a função de descobrir o paradeiro da Geppina (Aracy Balabanian) e voltar para a Itália. Mas novelas têm essa flexibilidade de investir no que funciona na história ou no que público aprova. Fiquei feliz com essa resposta", garante ele, que fica até o final de "Sol Nascente"previsto para março. ("Sol Nascente", Globo. De segunda-feira a sábado, às 18h20).
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