O cenário de uma novela, muitas vezes, funciona como um personagem. Para contar uma história com verossimilhança é preciso que o pano de fundo esteja bem construído. Nas tramas bíblicas, o ofício do cenógrafo se torna quase épico. Helton Minosso, cenógrafo de "A Terra Prometida", que o diga. Ele também foi responsável por "José do Egito" e "Os Dez Mandamentos", trama que antecedeu o folhetim de Vívian de Oliveira. "Trabalhamos com as duas histórias em paralelo, sendo produzidas ao mesmo tempo. Fomos construindo e entregando", relembra.
Isso fez com que todo o cenário usado em "A Terra Prometida" ficasse pronto em tempo recorde. Em vez do período normal usado pela equipe de oito pessoas de Helton - cerca de 120 dias -,
os lugares que contam a história da saga de Josué começaram a ser utilizados na metade do tempo. "A gente reaproveitou algumas coisas, como o reino de Ai e algumas partes da cidade cenográfica", relembra. Para as cenas gravadas no estúdio, no entanto, nada pode ser reutilizado. "No estúdio, dá para montar e desmontar o cenário em uma semana. É mais prático. Então fizemos tudo de novo", justifica.
A cidade de Jerusalém também foi construída do zero. Helton conta que recriar um local que existe, é bastante visitado e figura no imaginário popular vira um trabalho à parte. A icônica Jericó foi outro espaço que demandou atenção de Helton. E tantos detalhes fazem com que sempre seja necessária a presença de um assistente de cenografia -
no estúdio e na cidade cenográfica. ("A Terra Prometida", Record. De segunda a sexta-feira, às 20h30)