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Quando o assunto é galã, José Mayer é uma referência. Presente no imaginário coletivo como o maior ''pegador'' da teledramaturgia nacional recente, o ator bem que tentou seguir por outros caminhos. Mas só agora, aos 67 anos de idade, vive um momento de maior diversidade de papéis. Em "A Lei do Amor", ele continua "passando o rodo" em boa parte do elenco feminino. Porém, além de sofrer inúmeras rejeições amorosas, tem no amargurado Tião um vilão. "Já tive personagens de atitudes ambíguas, mas vilão mesmo é o primeiro. A parte boa de envelhecer é poder experimentar outros tipos de trabalho. Não tenho mais idade para ser galã e fico feliz com isso", ressalta.
Nascido na pequena cidade mineira de Jaguaraçu, Mayer se dedicou bastante ao teatro antes de chegar aos estúdios de tevê. As primeiras experiências, no final dos anos 1970, foram nada glamourosas, como figurante em "Malu Mulher" e voz do Burro Falante no "Sítio do Picapau Amarelo". No início dos anos 1980, começou a se destacar em novelas como "Guerra dos Sexos" e "A Gata Comeu". E já na segunda metade da década, a partir de sucessos como "Fera Radical" e "Tieta", alcançou o posto de galã. "A figura do herói ou do 'pegador' nunca me deslumbrou. Mantive os pés no chão e soube aproveitar as oportunidades", destaca.
Jornada de sedução
O olhar faminto, malicioso e a postura viril acabaram por reservar o ator para o posto de galã de inúmeras tramas. Entre sucessos como ''História de Amor'' e ''Laços de Família'', e trabalhos controversos como ''Viver a Vida'' e ''Páginas da Vida'', só Manoel Carlos o escalou para interpretar o macho-alfa de suas tramas por seis vezes. Para o ator, dois personagens o colocaram no posto de galã: o Fernando, de "Fera Radical", e o Osnar, de "Tieta". O primeiro pela força cênica e o segundo pela popularidade que obteve durante a trama. ("A Lei do Amor", Globo. De segunda-feira a sábado, às 21 horas).