É com segurança que Cristiana Oliveira olha para sua trajetória profissional. Com uma carreira pontuada por protagonistas como a Juma, de "Pantanal", a Tatiana de "Quatro por Quatro", e a Selena, de "Corpo Dourado", a atriz de 52 anos encara a profissão de forma simples e sem afetações. No ar em "A Terra Prometida", como a pessimista Mara, ela sabe que é difícil prever os rumos ou a importância de um papel ao longo dos meses de uma novela.
"Não me preocupo com tamanho de personagem. Quero apenas fazer um bom trabalho. Se ele tiver de crescer, vai ser consequência de um bom trabalho. O status é muito forte na cabeça das pessoas. Em 'O Clone', a Alicinha tinha uma linha na sinopse e foi uma das minhas melhores personagens. Televisão é um tiro no escuro", explica. Na trama escrita por Renato Modesto, Mara é uma mulher ambiciosa, desconfiada e vaidosa. Em nome de seus objetivos, começa a cultuar deuses pagãos e a aprender magia negra. "Ela não tem uma vida própria. Gosta de perturbar a vida dos outros. Faz a cabeça do marido para derrubar Josué e virar o líder da tribo. Acaba virando feiticeira e revelando um lado bem obscuro", ressalta.
Cristiana estreou na tevê em 1989, quando participou da novela "Kananga do Japão". Porém, o reconhecimento veio em 1990, ao protagonizar "Pantanal". Agora, na Record, após 22 anos na Globo, a atriz ressalta as novas configurações do mercado, onde os contratos por obra estão cada vez mais comuns entre as emissoras.("A Terra Prometida", Record. De segunda a sexta-feira, às 20h30).