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Giovanna Antonelli é intensa. E ela parece extravasar essa característica em cada uma de suas personagens. Seja como mocinha ou vilã, protagonista ou coadjuvante, a atriz sempre se destaca na produção em que estiver e "entorta" a novela para o seu lado. Atualmente na pele de Alice, personagem principal de "Sol Nascente", Giovanna busca a serenidade para dar vida a uma mulher objetiva e prática, criada sob as tradições da cultura japonesa. Mas, ainda assim, com a força que imprime em seus papéis.
O lado racional de Alice, aliás, a atriz encontra em si mesma. "Hoje, com 40 anos, acabei aprendendo a ser assim por todos os tombos que já levei e levantei. Mas tenho um lado de emoção muito forte, até pela minha profissão mesmo. A gente tem esse canal aberto com a sensibilidade, com as emoções, porque brinca com isso o tempo todo", conta.
Depois de começar a carreira televisiva como assistente de palco da Angélica, no "Clube da Criança", exibido pela extinta Manchete em 1991, Giovanna fez sua estreia nas novelas em "Tropicaliente", que a Globo levou ao ar em 1994. De lá para cá, acumulou papéis em produções como "Xica da Silva", "Corpo Dourado" e "Malhação", entre outras. Até ganhar mais visibilidade na pele de Capitu, em "Laços de Família". Foi a partir da trama de Manoel Carlos que a atriz passou a ser escalada frequentemente como protagonista na emissora, caso de "O Clone", "Três Irmãs" e "Aquele Beijo".
Com 25 anos de trajetória na teledramaturgia, Giovanna teve a oportunidade de interpretar as mais variadas personagens inseridas em culturas diferentes, como a Jade, de "O Clone". Agora em "Sol Nascente", vive a filha adotada de um japonês. E se anima com a chance de aprender um pouco sobre mais uma nova realidade. "Sempre falo que tive a sorte, com várias novelas que já fiz, de aprender novas culturas. É uma coisa que a gente leva para nossa vida. É muito bonito entender a cultura do outro", valoriza a atriz. ("Sol Nascente", Globo. De segunda-feira a sábado, às 18 horas)