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Beth Goulart é do tipo curiosa. No teatro, sempre busca experimentar novas técnicas e conceitos. Enquanto na televisão, fica de olho em novas linguagens e formatos. Na Record desde 2011, a atriz confessa que já estava quase pedindo para entrar em alguma produção bíblica da emissora só pelo fato de ainda não ter feito nada épico no vídeo.
O apelo não foi necessário. Logo que o diretor Alexandre Avancini confirmou a produção de "A Terra Prometida", Beth foi uma das primeiras atrizes escaladas para a trama que deu continuidade à história de "Os Dez Mandamentos". "Esse tipo de produção é de uma riqueza enorme. Busquei equilíbrio para lidar com a intensidade dos cenários, figurinos e, sobretudo, das histórias. O trabalho é enorme e exige muito do elenco", destaca a intérprete da vilã Léia.
Carioca criada em São Paulo, Beth teve forte influência dos pais, os atores Nicette Bruno e Paulo Goulart, que faleceu em 2014, para investir nas Artes Cênicas. No entanto, só decidiu se profissionalizar depois de encontrar não apenas a facilidade de ser filha de atores famosos, mas vocação e talento para estar nos palcos, onde estreou aos 14 anos. "Fiz balé, canto, sapateado. E tudo me levou para a vida de atriz", destaca.
Dois anos depois, chegou a hora de atuar na tevê com uma pequena participação em "Papai Coração", da extinta Tupi. Ao longo dos anos, se dividiu entre premiadas peças teatrais e novelas globais de sucesso, como o remake de "Selva de Pedra", "Louco Amor" e "O Clone".
Recentemente, se deixou seduzir por um contrato de prazo longo com a Record, onde ganhou papéis de destaque em tramas como "Vidas em Jogo" e "Vitória". "Tenho feito personagens complexas e de uma força extraordinária. Estou construindo mais uma parte da boa história que tenho com a televisão", valoriza.
A atriz destaca as vantagens do papel, que segue a linha semelhante a outras personagens vividas por ela na Record. "A personagem me dá a possibilidade de ir fundo na tragédia e na comédia. Léia comete maldades terríveis, mas ela também não é somente uma vilã. Sigo pelo caminho da elegância e humanidade para chegar até as contradições dela", conta.
Para a atriz, sua experiência e presença cênica influenciam as escalações da emissora. "Acho que isso tem a ver como fato de eu ser uma atriz forte. A Record não tem um banco de atores muito grande. Confesso que tenho gostado bastante de tudo o que a emissora tem me proporcionado. São grandes cenas e parcerias, eu me sinto lisonjeada", destaca Beth. ("A Terra Prometida'', Record. De segunda a sexta-feira, às 20h30).
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