O espaço de Alex Escobar dentro da Globo vem crescendo gradativamente. Mas os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro representam a grande oportunidade da carreira do apresentador. Durante as três semanas de competição, ele acumula as funções de narrador em vários jogos e de âncora do estúdio especial, montado no Parque Olímpico da Barra, a partir do período da tarde, diariamente.
"Nunca tive tanto protagonismo assim. É uma alegria", assegura, com o mesmo jeito tranquilo com que comanda o "Esporte Espetacular", aos domingos, e o quadro "Cafezinho com Escobar", no "Globo Esporte". "Eu rendo a Fernanda (Gentil) e fazemos a 'troca de bastão' no ar. Recebemos atletas, artistas, familiares de atletas que estiveram por lá nas competições e assistimos aos jogos ao lado dos narradores", afirma.
A trajetória de Escobar tem algo de inusitado. É que antes de trabalhar no jornalismo esportivo, ele foi comissário de voo e cantor em uma banda que tocava em bailes. Foi como locutor de rádio que deu início à carreira na cobertura de esporte, no programa "Rock Bola", da Rádio Cidade, depois de trabalhar por cinco anos na JB FM. Até que conheceu um diretor do canal a cabo Première, que transmite jogos do SporTV, e virou comentarista de futebol.
Depois de quase cinco anos na função, migrou para a Globo, em 2008, onde, pouco a pouco, foi conquistando cada vez mais relevância. Isso tudo sem fazer grandes planejamentos ou traçar estratégias para a carreira. "As pessoas perguntam: 'Quais os planos para sua vida?'. É viver, respirar. Para amanhã, eu tenho um plano definido. Para depois de amanhã, já não sei", ressalta.
Para aguentar a maratona de trabalho, Escobar também se prepara fisicamente. Mas nada de treino muito pesado. O apresentador faz caminhadas e cuida da alimentação. "Vou caminhando, com passos de tartaruga, mas sigo caminhando. O foco é total no trabalho e a cabeça precisa estar boa e descansada. Essas coberturas exigem muito esforço mental", avalia.
Humor
Sempre que aparece na tevê, o apresentador demonstra ter um jeito despachado e simpático. Mas essa informalidade que o jornalismo esportivo permite é vista com cautela pelo apresentador. "Gera uma responsabilidade ainda maior porque você não pode perder a credibilidade. É preciso ter noção de que não é para ser engraçado, é para ser bem-humorado", explica.