A tevê estava fora dos planos de Maria Paula. Longe das câmeras desde 2014, quando apresentou o curto "Saúde por Aí", do GNT, a ex-"Casseta" garante que estava focando sua atenção para o mestrado em Psicologia na Universidade de Brasília. No entanto, o convite para participar de "A Liga", da Band, mexeu com ela. Morando na capital federal, a apresentadora agora concilia os estudos com o jornalístico, gravado entre o Rio de Janeiro e São Paulo. E foi o caráter inusitado do programa que fez com que topasse a empreitada.
"Trabalho há muitos anos em penitenciárias femininas, brigando pelo direito daquelas mulheres. Achei que o convite tinha uma ligação com isso e me senti na obrigação de aceitar", justifica ela, que é embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, que propõe uma série de medidas para melhorar a qualidade de vida de gestantes e seus bebês em prisões pelo Brasil.
Ao lado de Thaíde, Mariana Weickert e Guga Noblat, Maria Paula vivencia as pautas apresentadas pelo programa. "É um jornalismo diferente. E mostramos que é possível fazer reportagens ousadas, se expor e sair da zona de conforto", exalta.
Mesmo com a evidente empolgação, participar de "A Liga" não foi uma tarefa fácil para Maria Paula. O principal motivo era se desvencilhar de uma imagem mais voltada para o humor e conseguir passar credibilidade nas pautas do programa. "O humor está no meu DNA, não dá para tirar. O que o programa faz é me trazer para o mundo real. Sem anestesia", brinca a apresentadora. ("A Liga", Band. Segunda-feira, 22 horas)