Considerada a "menina dos olhos" da Guarda Civil Municipal (GCM) de Mogi das Cruzes, a Patrulha Maria da Penha deve aumentar o número de guardas atuantes, passando de quatro para oito agentes no mês de outubro. A informação foi passada pela comandante da guarda, Thais Nascimento, durante entrevista à reportagem. Desde abril deste ano, mês em que a patrulha foi lançada, até a última quinta-feira, a guarda já estava com 82 medidas protetivas.
De acordo com Thais, por dia, aproximadamente, a equipe recebe em torno de duas ou três medidas e trabalha em cima delas. "É realmente um grupamento que deu certo, estamos com 82 medidas protetivas. A equipe que trabalha na Maria da Penha é altamente capacitada e tem mostrado esse serviço de forma honrosa. Deu muito certo. É um trabalho diferenciado", afirmou a comandante.
Cerca de 100 guardas passaram por um treinamento e estão altamente capacitados para lidar com situações envolvendo questões de violência doméstica, entretanto, apenas quatro foram selecionados para a formação de duas guarnições, sempre formadas por um homem e uma mulher. Além disso, a comandante da patrulha também é uma mulher, a guarda Gabriela Avelar.
Método
A patrulha atua da seguinte forma: a equipe recebe a medida protetiva via Judiciário e tem relacionamento com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde são checados os boletins de ocorrência para saber detalhes do caso. Na sequência, os guardas fazem uma entrevista, que é o primeiro contato com a vítima. A partir daí, é realizado todo um acompanhamento diário. "Com qualquer diferença na rotina, ou descumprimento por parte do agressor, a equipe é acionada pela vítima. A patrulha tem um celular corporativo e também temos a central de monitoramento 24 horas. Na maioria das vezes o agressor é conduzido ao DP (Delegacia de Polícia) e fica aguardando a decisão do juiz", ressaltou Thais.