A quantidade de mortes decorrentes de intervenção policial no Alto Tietê caiu 20% no período de 2016 a 2017, e, para 2018, os números apresentados são positivos. Estas informações foram passadas pelos comandantes dos três Batalhões da Polícia Militar Metropolitana (BPM/M), que fazem parte do Comando de Policiamento de Área Região Doze (CPA/M-12).
De acordo com os documentos da PM, em 2016, foram registradas 15 mortes derivadas de ações policiais nas cidades da região, e, no ano passado, o número caiu para 12 óbitos. Em 2018, em apenas dois bimestres, apenas duas mortes consequentes das ações policiais foram computadas.
Entre os Batalhões, o que apresentou maior queda em dois anos foi o 35°, que atende a cidade de Itaquaquecetuba. No período, houve uma diminuição de 25% no número de casos, considerando que, em 2016, foram oito ocorrências, e, no ano passado, seis. E, em 2018, apenas um registro deste porte foi apontado em quatro meses.
Já o 32° Batalhão, que monitora os municípios de Suzano, Poá e Ferraz de Vasconcelos, apresentou queda de 16,6% no período. Passando de seis para cinco mortes ao longo de um ano. Em 2018, houve um caso.
Por sua vez, o 17° Batalhão, que patrulha as cidades de Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim, Salesópolis e Guararema, manteve o índice em 2016 e 2017, com apenas um caso registrado por ano. E, em 2018, os números continuam zerados nessas localidades.
O comandante do 17° Batalhão, Ary Kamiyama, explica os motivos de a região atendida pelo seu comando não ter casos apresentados. "As quatro cidades que patrulhamos são bem tranquilas. Para se ter uma ideia, no ano passado, não houve nenhum homicídio e latrocínio em Biritiba, Salesópolis e Guararema. Não registramos situações que poderiam propiciar incidentes com os policiais".
Para o comandante Anderson Caldeira, responsável pelo 35° Batalhão, todas as vezes que ocorre esse tipo de ocorrência, a equipe intercede a fim de se chegar a uma providência. "Quando ocorre uma morte decorrente de ação policial, abrimos um inquérito para investigar o motivo desta fatalidade. Agimos de acordo com a Lei Processual", finaliza. (Texto supervisionado pelo editor)