Policiais civis do Departamento Estadual de investigações Criminais (Deic) da capital divulgaram ontem informações sobre a prisão de uma quadrilha especializada em ataques a carros-fortes e agências bancárias em cidades do estado de Minas Gerais e São Paulo, inclusive em Mogi das Cruzes. 
Em Mogi o caso do qual eles são apontados como autores ocorreu no começo da noite do dia 22 de janeiro deste ano, quando bandidos fortemente armados causaram pânico e caos em várias estradas da região, ao tentarem interceptar um carro-forte. Na época, uma viatura do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) da Polícia Rodoviária se deparou com os criminosos, que empunhavam fuzis, e os policiais, ao perceberem o intento, impediram a ação.
O fato se deu no final da rodovia Ayrton Senna (SP-70) e no início da Mogi-Dutra (SP-88), próximo à indústria Kimberly Clark Kenko. Houve intensa troca de tiros na ocasião, mas ninguém ficou ferido. Os assaltantes conseguiram fugir e abandonaram um carro em Suzano, com uma vítima do roubo do veículo, trancada no porta-malas do automóvel. Durante a fuga, foram roubados diversos outros carros e feitas barricadas com veículos incendiados. Trechos das estradas da região precisaram ser interditados devido ao cenário "de filme".
Arsenal de guerra
O arsenal apreendido era composto por um fuzil calibre 50 com capacidade para romper blindagem de carros de combate e aeronaves, dois fuzis 556, um fuzil Kalashnikov 7,62, duas pistolas 9 milímetros e uma 380, grande quantidade de munição, carregadores, quatro rádios comunicadores, quatro máscaras contra gases, quatro capacetes táticos, nove coletes balísticos, R$ 310 mil e 300 quilos de emulsão explosiva, cordéis detonantes e espoletas. Artefatos prontos para serem detonados também foram recolhidos e destruídos pela equipe antibomba do GER/Deic.