Um grupo de bolivianos em situação de trabalho escravo foi encontrado ontem, em Itaquaquecetuba, pela Polícia Civil. Eles trabalhavam em uma confecção de roupas falsificadas, localizada próximo ao bairro Jardim Nápoli. No local foram encontrados três bolivianos que eram os responsáveis pela confecção e que mantinham outros compatriotas como funcionários. De acordo com a polícia, eles são os únicos que estão no país de forma legal.
Junto com os responsáveis, oito bolivianos, entre eles jovens, e até mesmo uma criança de 13 anos, foram encontradas no imóvel. Além de trabalharem na confecção em condição de trabalho escravo, o local servia também como moradia. Informações apuradas pela reportagem com a Polícia Civil apontam que essas pessoas estão de forma ilegal no Brasil, mas apenas a Polícia Federal é que vai analisar de forma mais aprofundada a situação.
O fato de o local apresentar condições precárias para se viver fez com que a Vigilância Sanitária fosse até o imóvel para analisar o espaço. O Conselho Tutelar de Itaquá também foi acionado.
De acordo com a Polícia Civil, uma investigação já estava em curso em relação a essa confecção, já que era de conhecimento das autoridades que produtos falsificados, comercializados na região do Brás, em São Paulo, tinham origem em Itaquá. Após uma denúncia, o imóvel foi localizado. O caso foi levado para registo no 1º Distrito Policial do Caiuby e um inquérito será aberto. Os materiais encontrados na casa foram apreendidos.
Em 2016, também em Itaquaquecetuba, um boliviano foi preso por envolvimento na confecção de roupas falsificadas e trabalho escravo. Na casa onde trabalhavam, estavam outros sete bolivianos e seis mil peças de vestuário falsificado que foram apreendidas. Na época, as informações foram levadas à Polícia Federal, para saber se estavam de forma irregular no país.