O número de ocorrências de apreensão de entorpecentes nos Centros de Detenção Provisória (CDPs) de Mogi das Cruzes e Suzano apresentaram queda de pelo menos 73% nos casos entre os anos de 2016 e 2017. Os dados são da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).
No CDP de Mogi, por exemplo, em 2016, foram registrados 29 casos de apreensão de drogas, já no ano passado esse número foi de 17. Houve uma queda de 41% nos casos. Em Suzano, a situação é a mesma, sendo em 2016, 63 casos registrados e em 2017, 17. A queda no município foi de 73%.
A entrada de entorpecentes nos CDPs acontecem muitas vezes de formas inusitadas, como por exemplo, em aparelhos celulares, em alimentos, no interior do corpo dos visitantes e até mesmo por meio de drones. Para se ter uma ideia, em dezembro do ano passado, em Mogi, quatro mulheres foram flagradas tentando entrar no presídio com drogas. Na ocasião, os flagrantes foram feitos durante a revista padrão. Duas visitantes estavam com drogas escondidas nos chinelos que usavam. Elas foram descobertas depois que uma agente penitenciária percebeu que havia um volume anormal no calçado de uma delas, uma jovem de 21, que estaria de visita ao marido recluso na unidade. Foram encontrados 29 papelotes de maconha e 16 de cocaína.
Durante a revista padrão, também no ano passado, duas mulheres foram descobertas com drogas escondidas no vestuário. As mulheres, de 18 e 28 anos, costuraram os entorpecentes na altura da cintura e na barra da calça que usavam. Quando é descoberta a tentativa, o nome dos visitantes ficam suspensos na lista de visitas da SAP e um boletim de ocorrência é registrado, além da instauração de um inquérito para apurar o vínculo com os detentos.
Em março deste ano, outra visitante ,29, foi barrada no CDP de Suzano tentand entrar no local com drogas e estimulante sexual. Na ocasião, o material foi detectado pelo scanner corporal, que identificou que estavam escondidos nas partes íntimas dela. Ela estava com 39 comprimidos de estimulante sexual, 76,4 gramas de cocaína e 19,7 gramas de maconha.
Em alguns presídios próximos a região do Alto Tietê, por exemplo, foram registrados tentativas de entrada com drogas em sutiã e alimentos. De acordo com a SAP, o aparelho de scanner identificou algo diferente no sutiã de uma mulher. Ao verificar, foi descoberto que ela havia escondido maconha na peça íntima. No CDP de Suzano, em 2015, uma visitante, 22, foi descoberta com maconha escondida dentro da feijoada que levaria para o namorado preso. O material foi descoberto durante a revista padrão.