Mogi das Cruzes foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) para desarticular uma quadrilha envolvida com o tráfico de drogas e que seria ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A força-tarefa foi deflagrada ontem e recebeu o nome de "Frater". Um dos alvos da PF seria uma igreja da cidade, que estaria sendo usada para lavagem de dinheiro.
No total, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e 12 de prisão temporária. Além de Mogi, a ação da PF também ocorreu em São Paulo, Jarinu, Santo André e Praia Grande.
Segundo a PF, desde o começo das investigações, quase 900 quilos de entorpecentes foram apreendidos. "Ligado ao PCC, o grupo criminoso recebia a cocaína na cidade de São Paulo, distribuía aos locais de venda que controlava e revendia no varejo. Durante a investigação, iniciada em janeiro de 2017, foram apreendidos 890 kg de cocaína, 11 fuzis, duas pistolas, grande quantidade de munição e três bloqueadores de telefone celular".
A corporação ainda destacou quais são os crimes atribuídos aos integrantes da quadrilha. "Os investigados responderão por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas de cinco a 15 anos e multa e três a 10 anos e multa, respectivamente. Alguns também responderão por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, cuja pena é de reclusão de três a seis anos e multa".
A reportagem também entrou em contato com a assessoria de Imprensa da PF para saber se algum objeto, dinheiro ou até mesmo entorpecente havia sido encontrado em Mogi, mas, até o fechamento desta edição, o órgão ainda não tinha os números fechados. Também não houve a confirmação se algum dos 12 mandados de prisão foram cumpridos no município. Essas informações deverão ser divulgadas hoje.