Caíram em pouco mais de 10% os principais indicadores criminais de Mogi das Cruzes no mês de setembro em relação ao mesmo período de 2016, segundo informação da Secretária de Estado de Segurança Pública (SSP). Em alguns casos, como homicídio, o indicador chegou a zerar, em relação aos meses pesquisados.
A reportagem teve acesso aos dados referentes à atuação do 17º Batalhão da Polícia Militar, que apontou a queda da maioria dos indicadores. Os dois tipos de crimes mais praticados na cidade, roubo e furto, seguiram a tendência e mostraram declínio em relação aos períodos comparados.
No caso dos roubos, em 2016, foram 111 crimes registrados durante o mês de setembro, ao passo que em setembro último, esse número foi de 95 casos, uma queda de 14,4%. Por sua vez, os dados sobre furto, um tipo de crime mais silencioso, indicam que 235 delitos como esse ocorreram no final do trimestre de 2016. Neste ano foram 219. Uma diminuição da ordem de 6,8%.
O comandante Ary Kamiyama comemorou a diminuição dos indicadores criminais e elogiou os trabalhos dos policiais envolvidos nas ações. "Creio que os resultados são reflexos desse esforço individual dos nossos PMs, mas também do planejamento técnico e inteligente de distribuição do efetivo nos locais em que os indicadores impactam".
Apesar dos esforços, o chefe do batalhão aponta que baixar os indicadores não é tarefa fácil, por isso acredita que o apoio dos moradores pode ajudar no sucesso desse trabalho. "Conter os indicadores é difícil, mas a participação da sociedade com compartilhamento de informações é importante para o planejamento das ações", destacou. A única prática criminal que apresentou elevação foi o roubo de cargas, passando de zero para os atuais dois casos.
Assim como Mogi, Guararema, Biritiba e Salesópolis, também sob responsabilidade do 17º Batalhão, apresentaram queda nos indicadores. No total, foram 63 crimes cometidos em setembro de 2016, contra 58 no mês passado. Uma queda de 7,93%. Apesar disso, indicadores como furto e roubo mostraram elevação, passando de 43 para 45 e de sete para oito ocorrências, respectivamente.