A Polícia Civil de Mogi das Cruzes prendeu ontem em São Paulo um policial militar, lotado em um batalhão da capital, e que é acusado de participação no assassinato do comerciante Brigadeiro Sidney Rodrigues, de 64 anos, ocorrido no dia 24 de abril no escritório da vítima na rua General Francisco Glicério, no centro de Suzano. Na ocasião dos fatos, Rodrigues foi surpreendido por um homem, assim que chegou ao trabalho e, minutos depois de uma discussão, foi executado com três tiros na cabeça.
Procurada, a Polícia Civil não quis fornecer nenhuma informação a respeito das investigações ou da identidade do policial militar detido que, conforme a reportagem apurou, encontra-se no Presídio Romão Gomes, exclusivo para policiais militares, por força de um mandado de prisão temporária de 30 dias.
Ainda segundo informações extraoficiais, não teria sido o PM preso quem teria atirado contra a vítima, porém, ele teria levado o assassino (que não foi encontrado até o momento) até o local e depois dado fuga a ele. A motivação do crime é desconhecida.
Mandados de busca e apreensão também foram expedidos pela Justiça e cumpridos pelas equipes de investigação em quatro endereços, porém, a reportagem não soube qual foi o material apreendido que deverá ser encaminhado para análise da perícia.
Conforme a reportagem apurou na época do crime, a vítima também teria trabalhado na PM, mas depois atuou com venda de carros e, ultimamente, era dona de um comércio em uma das principais ruas do centro de Suzano. Muitos anos atrás ele também teria sofrido um atentado a tiros. Entretanto, nenhuma das informações chegou a ser confirmada por amigos ou parentes dele e tudo o que foi falado na ocasião do crime acabou virando objeto de investigação do Setor de Homicídios (SH).