O Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes elucidou dois casos ocorridos em dezembro de 2014 e julho de 2015, em Suzano. O mais antigo ocorreu na rua Biotônico, na Vila Amorim. Já o mais recente foi na rua Dr. Felício de Camargo, no Parque Suzano. O método encontrado para solucionar os crimes foi um exame das munições utilizadas. Elas partiram das mesma arma.
O delegado Rubens José Angelo destacou que no assassinato de 2015 apenas um homem estaria envolvido, identificado como Diego de Oliveira Lima, de 30 anos. Na visão de Angelo, ele é o homem mais perigoso da região. "Sem dúvida, ele não pode ficar solto. Nesse crime do Parque Suzano ele matou uma pessoa porque ela estaria na frente de outra, que ele também queria matar".
A pessoa em questão era o aposentado Ivo Mesquita, 58, morto dentro de um bar. O outro indivíduo, que seria o alvo foi atingido de raspão.
No caso de 2014, além de Lima, haveria também a participação de João Machado Júnior, 31, e Raphael Corrêa Druciak, 35. Os três teriam participado da morte do pintor Elias Henrique dos Santos, 41. "Verifiquei que havia conexão entre os casos. Os projéteis extraídos dos corpos das vítimas partiram da mesma arma, revólver calibre 38 utilizado pelos criminosos", finalizou.
Lima e Machado Júnior foram ouvidos ontem e negaram as acusações. Eles já estavam presos no Centro de Detenção Provisória de Mogi por outros crimes. Por sua vez Druciak está preso no interior, e ainda não pôde ser ouvido. (F.M.)