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Depois do assassinato de Danyelly Barby, que levou um tiro na cabeça de um desconhecido, na esquina das ruas Princesa Isabel de Bragança e Coronel Souza Franco, na área central de Mogi das Cruzes, no último dia 25, na manhã de anteontem foi a vez de mais uma travesti ser alvo da violência na cidade.
A vítima, de 38 anos, contou no plantão do 1º Distrito Policial (DP) Central, que trabalha como garota de programa e que, na noite de quarta-feira, atendeu um cliente de nome "Daniel" na casa dela, também no centro de Mogi. Após o combinado, ele teria ido embora, mas retornou um tempo depois, pedindo se poderia ficar na residência, pois tinha discutido com a mãe dele. Ela permitiu e acabou pegando no sono. Por volta das 12h30 do dia seguinte, acordou sendo atacada pelo homem, levando golpes de cinzeiro artesanal, de ferro, na cabeça e no rosto. Além dessas agressões, o desconhecido ainda teria tentado esganá-la. Foi quando ela conseguiu se desvencilhar dele e se apoderar de uma faca, fazendo com que o agressor saísse correndo.
A vítima, então, tomou um banho e foi até a delegacia, onde registrou a queixa da tentativa de homicídio. O caso será investigado.
Em memória
Na noite de ontem, integrantes do Fórum Mogiano LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de Mogi) e amigos de Danyelly Barby fizeram um protesto pela morte dela e contra a violência, cobrando o esclarecimento do crime. O manifesto ocorreu no Largo do Rosário, no centro de Mogi. A polícia já tem um suspeito do crime. (C.I.)
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