Novas evidências surgiram durante o dia de ontem em relação ao acidente que vitimou 18 pessoas, entre elas o motorista, em uma curva do km 84 da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), já na cidade do litoral. Além dos mortos, 17 pessoas se feriram gravemente e foram internadas em hospitais da Baixada Santista e Mogi das Cruzes.
De acordo com a Polícia Civil, um automóvel Chevrolet Prisma, de cor branco, que vinha no mesmo sentido do ônibus com os estudantes, chegou a ser tocado pelo coletivo antes do choque fatal na barreira de pedras, ao lado da via.
O homem que dirigia o Prisma, o gerente Cezar Donizetti Vieira, de 34 anos, morador de Bertioga, tinha o depoimento agendado para depois de amanhã, entretanto ele se apresentou ontem à tarde na delegacia, para relatar o que viu.
Durante conversas com o jornalistas, Vieira explicou que o condutor do ônibus, Antônio Carlos da Silva, 37, estava mais rápido do que ele. O gerente chegou a afirmar que dirigia a mais de 60 quilômetros por hora e que, em algum momento, ele seria ultrapassado pelo ônibus.
Sobre a impressão que teve antes da tragédia, Vieira destacou que sentiu quando o veículo maior tocou no Prisma que ele dirigia, arrancando o retrovisor e o empurrando. Depois pôde perceber que o coletivo tombado, rente à SP-98. Apesar do susto, o gerente não se feriu na ação.
A partir dessa segunda-feira, outras pessoas deverão ser ouvidas no caso. Outro fator que pode ajudar no esclarecimento é a localização de um abaixo assinado pedindo mudanças de atitude de um motorista, não identificado, para melhorar a segurança dos passageiros. O documento ainda estava em branco.
A tragédia que matou 18 pessoas, e deixou outras 17 feridas, ocorreu durante a volta dos alunos da Universidade Mogi das Cruzes e Brás Cubas, para suas casas, nas cidades de São Sebastião e Bertioga. O choque nas pedras aconteceu pouco antes das 23 horas. (F.M.)