Leonardo Bosco Simões, de 52 anos, que morreu no último dia 22, após ser espancado por desconhecidos na rua José Pereira, no distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes, não era usuário de drogas, conforme as primeiras informações repassadas à Polícia Militar na ocasião dos fatos. Ele tinha problemas com alcoolismo, epilepsia e havia sofrido um surto no dia em que foi assassinado. A informação é da família da vítima, que clama por justiça no esclarecimento do caso.
Segundo o mecânico de manutenção, Antônio Sérgio Simões, que é irmão de Leonardo, a vítima havia bebido muito na terça-feira retrasada e tido um ataque epilético no bairro da Ponte Grande. Uma ambulância foi chamada e o levou para a Santa Casa, onde ele ficou na companhia das filhas. Porém, em dado momento, ele fugiu do hospital e, a partir daí, a família começou uma busca desesperada por notícias sobre o paradeiro dele. "Não conseguíamos achá-lo e, então, dias depois, veio a notícia da morte trágica dele em Jundiapeba. Ficamos chocados, porque ele não era agressivo. Mas, de uns tempos para cá, as crises foram piorando", disse.
Para Antônio, o irmão teve uma morte cruel. "Me disseram que ele chegou em uma casa e gritava que a mulher dele morava lá. Ele estava em crise. Podiam ter segurado ele, chamado a polícia, mas não matado", desabafou.
O Setor de Homicídios de Mogi investiga o caso e já tem alguns suspeitos. (C.I.)