Pouco depois do acidente ocorrido na Mogi-Bertioga (SP-98), o telefone na casa do motorista Edemir Pedralli, 45 anos, localizada em Boracéia, São Sebastião, tocou. Na chamada, um conhecido contou o que havia ocorrido e Pedralli não pensou duas vezes. Foi correndo até a rodovia saber noticias do filho, o estudante de Engenharia Civil da UMC, Erick Augusto Carvalho Pedralli, 21. "Cheguei em minutos, passei os quebra-molas com tudo. Queria saber como ele estava".
Ao chegar no local, o susto. "Gritaram quem era o pai do Erick Carvalho, disse que era eu e me falaram que ele tinha morrido no hospital (Santo Amaro) no Guarujá. Entrei em desespero. Quando fui para lá, o médico falou que ele estava vivo. Quebrou a perna, está com o cérebro inchado. Acredito que ele vai sair dessa", disse o motorista, que também opinou sobre o acidente. "Aquele trecho é muito perigoso, já ouvi reclamação sobre esse motorista (Antônio Carlos da Silva); acho que ele estava acima da velocidade".
Pedralli foi até a Delegacia de Bertioga para buscar os pertences do filho, entre eles um cartão bancário, que foi partido ao meio com o acidente.
Já Deise da Silva Santos, irmã da estudante de arquitetura Estefani da Silva Santos, 19, chorava em frente ao veículo ao lembrar o que aconteceu. "Minha irmã está bem, mas internada. Perdemos amigos e o namorado dela", lamentou.