A Delegacia Seccional e o Comando de Policiamento de Área Metropolitano (CPA/M-12), iniciaram ontem à tarde, na sede da Polícia Civil no Alto Tietê, a campanha 'Receptação é Crime', para incentivar os moradores da região a não comprarem celulares sem nota fiscal. As autoridades presentes no evento explicaram que muitos crimes de furto e roubo, e até latrocínio, ocorrem porque sempre uma pessoa acaba comprando o produto roubado.
As demais seccionais do Estado de São Paulo também estão participando. O lançamento ocorreu às 15 horas e teve a participação do delegado seccional, Marcos Batalha, do comandante do CPA/M-12, Mauro Lopes, do secretário de Segurança de Mogi das Cruzes, Eli Nepomuceno, além do comandante do 17º Batalhão da Policia Militar em Mogi, Eduardo Rangel.
"Queremos alertar a população da gravidade que é adquirir celular produto de roubo ou furto, e dizer que aquele que adquiriu esse celular está alimentando a prática de outros crimes, muitos graves, como o latrocínio. Tem pessoas que simplesmente matam a vítima para roubar o aparelho", explicou o delegado. Vale lembrar que a pessoa flagrada com celular ilícito comete crime de receptação.
O comandante do CPA, comentou a medida. "Essa campanha vem para tentarmos reduzir o número de delitos e que visa sensibilizar a população para que não aceitem objetos de origem duvidosa. Isso vale para qualquer produto. A PM tem tecnologia para saber se o produto é de origem ilícita".
Lojas fiscalizadas
A partir de hoje, as duas policiais começaram a intensifica o combate ao crime de receptação de celular e, por tabela, tentar diminuir a quantidade de roubos e furtos desses aparelhos. A lojas que revendem aparelhos usados também serão verificadas e. Em Mogi, caso essas lojas mantenham equipamentos de origem ilícita poderão ser até fechadas, como explicou o secretário de Segurança, Eli Nepomuceno.
"Quando a prefeitura participa dessas ações, ela verifica se a documentação está em ordem. É claro que se ele estiver comercializando o produto de origem duvidosa, ele corre risco de ter o seu alvará cassado", finalizou.