A auxiliar de limpeza Alexandra Batista Pereira, de 42 anos, morreu na última quinta-feira, dentro do Pronto-Socorro (PS) do Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, depois de ficar internada por dois dias, devido a agressões sofridas dois dias antes. A vítima, na realidade, teve morte cerebral e os órgãos foram doados.
A Polícia civil, que recebeu a informação do caso somente na manhã de ontem, procura saber agora o que ocorreu com Alexandra. As primeiras investigações dão conta de que a auxiliar foi localizada pelo namorado, no bairro da Vila Oliveira, em frente a casa do rapaz. Ela estava desmaiada e foi levada para o PS do Luzia, onde morreu dois dias depois.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mogi. A única informação passada até agora é o fato de que Alexandra, segundo a mãe dela, já tinha sido agredida outras vezes, mas o motivo desses espancamentos ainda não foram descobertos.
Por causa da doação dos órgãos da vítima, o enterro dela ocorreu ontem à tarde, no cemitério da Saudade.
A morte cerebral da auxiliar de limpeza ocorreu no mesmo dia em que uma grávida, 32, foi esfaqueada no Botujuru. Assim como Alexandra, a grávida foi encontrada inconsciente e levada para o PS do Luzia, onde permanece internada. Nesse caso, o principal suspeito de tentar matar a mulher é o ex-marido dela, Everton da Silva, 22, que já esta preso.
Corpo em Itaquá
Durante patrulhamento, a Polícia Militar de Itaquaquecetuba localizou, anteontem, um cadáver às margens da estrada do Merenda, no Parque Recanto Mônica. A Delegacia Central do município, onde o caso foi registrado, informou que não foi possível identificar o corpo, uma vez que ele tinha marcas de queimaduras.
Junto à vítima havia dois carros abandonados, um Volkswagen Fox, placa FGE 6918, preto, e um Honda Fit, placa EGA 7507, também preto. Ambos os carros são roubados. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Itaquá.