Compartilhe
Mogi das Cruzes tem o combustível mais caro do Alto Tietê de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os constantes aumentos praticados de acordo com a política de preços da Petrobras, que leva em consideração os valores do petróleo no mercado externo, têm gerado críticas dos motoristas e protestos de caminhoneiros em diversas rodovias. A empresa já anunciou em seu site que, a partir de hoje, a gasolina sofrerá um novo reajuste nas refinarias de 0,90% e o diesel aumentará em 0,97%.
Pelo levantamento divulgado pela Petrobras, apenas do dia 6 de abril até agora, o litro da gasolina nas distribuidoras acumulou um aumento de 26,67%, enquanto que o diesel ficou 25,70% mais caro. De acordo com informações da empresa, os impostos representam 45% do valor da gasolina. Apenas o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é responsável por 29% da composição do combustível.
Segundo os dados da ANP, de 13 a 19 de maio, o litro de gasolina foi vendido em Mogi a partir de R$ 3,79 e chegou a R$ 4,39. Em Itaquaquecetuba, Poá e Suzano, o valor máximo cobrado nas bombas no período foi de R$ 4,19.
O motoboy Wellington Fernando da Silva, de 33 anos, afirmou que já começou a sentir o peso do aumento da gasolina. “Dá medo de abastecer. Antes, abastecia R$ 20 por dia, agora, já tenho que começar a colocar R$ 30. O último aumento foi de R$ 0,20. Estava pagando R$ 4,09 o litro e agora está R$ 4,28. Recebo o valor por dia e terei que pedir para aumentar. Temos que nos reunir e ir para a rua protestar contra esse aumento”, destacou.
O vidraceiro Jander Antonio da Silva, 41, reclamou do constante aumento no preço dos combustíveis. “Preciso do carro para trabalhar. São dois automóveis, em um gasto cerca de R$ 500 por mês para abastecer e outro em torno de R$ 800. O custo aumenta e não tenho como repassar para os clientes, pois corro o risco de perder o serviço. Não dá para entender porque o combustível é tão caro no Brasil, já que somos produtores. No Paraguai, a gasolina é muito mais barata”, ressaltou.
O motorista Duilio Carmargo, 38, já começou a mudar os hábitos por causa da alta dos combustíveis. “Gasto cerca de R$ 220 com gasolina por mês, mas com o aumento decidi começar a trabalhar a pé. Economizo e ainda faz bem para a saúde. É um absurdo esse aumento, ocorre toda semana. É muito imposto”, lamentou.
Em Mogi das Cruzes, está em vigor uma legislação que obriga os postos de combustíveis a colocarem placas indicando qual o combustível mais rentável no dia, se é a gasolina ou etanol.
Cidades
Pedro Ishi garante R$ 30 milhões em investimentos para a cidade de Suzano
Cidades
Natália Resende participa de reunião do Condemat+ e realiza visita técnica
Cidades
Leonardo traz a turnê “Uma História Sem Fim” ao Suzano Music Festival e promete noite de grandes sucessos
Cidades
Ipem-SP orienta sobre os cuidados na compra de pescados e ovos de Páscoa
Cidades
Prefeitura de Mogi aplica 5.589 doses no Dia D de vacinação contra a gripe