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Em 2017, 79 crianças de até 12 anos sofreram algum tipo de violência sexual em Mogi das Cruzes. O número já chega a 15 casos apenas nos cinco primeiros meses desse ano. Os dados são do Comitê Municipal de Prevenção e Combate às Violências Domésticas. O levantamento aponta, ainda, que as principais vítimas são crianças menores de 6 anos de idade. O órgão, criado em 2011, recebe as notificações de violência contra crianças e adolescentes.
Desde 2011, as unidades de saúde são obrigadas a notificar o Comitê caso alguma violência contra crianças e adolescentes seja identificada durante atendimento. Segundo levantamento do órgão, em 2017, 206 crianças ou jovens sofreram algum tipo de agressão. De janeiro até agora, esse número chegou a 69 casos.
Na sexta-feira, é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Para registrar a data, a Prefeitura de Mogi preparou uma programação com atividades voltadas para o assunto. A Campanha Faça Bonito contará com uma caminhada amanhã, a partir das 14 horas, no Centro de Artes e Esportes Unificado (CEU) da Vila Nova União. Já na sexta-feira, a caminhada terá início às 9 horas no Centro Familiar Maria Medianeira, com concentração na rua Joaquim de Mello Freire Júnior, 1.535, na Vila Oliveira.
O Comitê Municipal de Prevenção e Combate às Violências Domésticas é formado por representantes de diversos setores da Prefeitura, além de entidades sociais e instituições como Conselhos Municipais, delegacias e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi. De acordo com a administração municipal, o grupo trabalha para garantir atendimento adequado para as vítimas.
Segundo avaliação da Prefeitura, o registro dos casos tem ajudado no trabalho de combate à incidência de abusos. "A notificação compulsória melhora significativamente a captação de informação e contribui para o planejamento de ações de prevenção e orientação. A abordagem dos casos é importante para notificações de suspeitos, porque os órgãos competentes, como o Conselho Tutelar, trabalham para a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes. Então, mesmo se houver suspeita, já precisa haver alguma intervenção, ainda que seja para esclarecer a situação. Não se pode correr o risco de deixar uma criança continuar no ciclo da violência, portanto a notificação é protetiva", esclarece o Executivo.
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