A Santa Casa de Mogi das Cruzes continua operando com excesso de pacientes. Ontem, a Maternidade contava com 46 gestantes, quando o limite é de 38 leitos. A UTI Neonatal também estava com mais recém-nascidos do que a capacidade. Eram 28 bebês, quando o número de leitos é de 25. De acordo com a unidade, a procura pelo serviço tem se mantido alta. Em Suzano, a Santa Casa informou que não tem registrado aumento na demanda.
A superlotação da Maternidade e da UTI Neonatal da Santa Casa de Mogi tem se tornado um problema crônico. Para especialistas, a situação só deve se normalizar quando as obras de ampliação dos leitos dos dois setores forem realizadas pelo governo estadual.
Das 46 gestantes internadas ontem no hospital mogiano, 41 eram da cidade. Existia a previsão de 15 altas para o dia. Já no setor da UTI Neonatal, 13 bebês estavam internados na UTI e o restante seguia nos cuidados intermediários e berçário. Dos 28 bebês, 25 eram mogianos. O plano de contingência continua sendo adotado, mas não há restrição de atendimento.
A Prefeitura de Suzano informou que 24 gestantes estão internadas na Santa Casa e que a UTI Neonatal conta com seis recém-nascidos. Não foi observado aumento na procura, inclusive nas duas últimas semanas. No entanto, a unidade identificou crescimento na procura no Pronto-Atendimento da Mulher (PAM). Segundo o Executivo, houve aumento na demanda de gestantes vindas de outras cidades, principalmente nas últimas semanas. A origem dessas pacientes é mais concentrada em Ferraz de Vasconcelos e Poá.
Em março, a intervenção da Prefeitura na Santa Casa foi renovada. De acordo com informações da administração municipal, a medida é feita anualmente e serve para "garantir a qualidade no atendimento da população em todos os setores do hospital".