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A criação da Lei Específica para a Bacia do Rio Guaió poderá avançar na próxima semana. Isso porque os prefeitos e representantes de Poá, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Ribeirão Pires vão se reunir na Prefeitura de Mauá para participar de um workshop com a apresentação de um diagnóstico da área para a elaborar a legislação. O objetivo é resolver as questões burocráticas ambientais para o desentrave de projetos de desenvolvimento em áreas por onde o rio passa, incluindo até a construção do complexo viário de acesso ao Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21), na região da Casa Branca, em Suzano.
Na ocasião haverá a presença do coordenador de estudos dos Planos de Desenvolvimento e Proteção Ambiental (PDPAs) do governo do Estado, que apresentará o resultado final do diagnóstico sobre a bacia. O objetivo é que esse encontro seja o último passo para a conclusão da proposta, que, posteriormente, será apresentada na Assembleia Legislativa para votação. O encontro está marcado para a próxima terça-feira, às 10 horas no auditório do gabinete da Prefeitura de Mauá.
Se a Lei Específica for aprovada, cada cidade poderá empreender ações de desenvolvimento econômico e habitacional sem degradar as áreas de mananciais e promover a recuperação e a preservação desses locais. O desenvolvimento da região acaba não acontecendo em algumas áreas por causa da lei estadual de proteção de mananciais, criada na década de 1970 e que virou entrave para a execução de projetos.
O deputado estadual Estevam Galvão (DEM) marcará presença no evento. Ele vai aproveitar a oportunidade para levantar as questões ambientais que interferem na construção da alça de acesso ao Rodoanel.
O prefeito de Suzano, Paulo Tokuzumi (PSDB), também confirmou presença. "A lei deve garantir a proteção da bacia, mas isso precisa ser feito em paralelo com o desenvolvimento. O que vemos hoje é que se não for tomada uma medida, toda a região vai sofrer com a ocupação irregular da várzea e isso é motivo de preocupação", disse Tokuzumi.
O rio Guaió nasce em Mauá e se estende por 20 quilômetros, passando por Ribeirão Pires e outras cidades da região, como Suzano, Poá e Ferraz. A Prefeitura de Mauá informou que o trabalho está em fase final. "Os municípios, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e o Conselho Estadual de Recursos Hídricos darão o aval para criá-lo. A lei estadual em vigor é genérica, por isso precisa ser atualizada", informou, em nota.
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