Os municípios do Alto Tietê preveem uma arrecadação de R$ 3,8 bilhões em 2017. Esse montante é referente ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo exercício. A estimativa é 8,12% maior do que o previsto para este ano.
A LDO serve como base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) que define e detalha para quais áreas e como os recursos serão arrecadados pela administração municipal, que devem ser investidos em projetos e obras desenvolvidas por cada secretaria. Ou seja, a LDO define as metas para o orçamento do ano seguinte e os investimentos necessários do município.
O valor de R$ 3,8 bilhões está relacionado a previsão orçamentária de seis municípios da região, sendo eles Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano.
A cidade mogiana é a que tem a maior previsão de arrecadação. A LDO do município corresponde a 38,63% do total estimado para a região. A receita prevista para o próximo exercício está 7,14 % superior ao orçamento estimado para este ano. No entanto, o projeto ainda segue em tramitação no Legislativo e será votado antes do recesso parlamentar, que terá início em 15 de julho, porém, a data ainda não foi divulgada.
Apesar de Mogi ter a maior receita da região, Poá apontou o maior crescimento orçamentário do Alto Tietê, se comparado com o de 2016. No ano passado, a LDO era de R$ 389,5 milhões e deu um salto de 20%, com previsão de chegar a R$ 467,5 milhões para o próximo exercício, porém, ainda está sujeita a aprovação do Legislativo, que deve ocorrer antes do final deste mês.
Em Suzano, a receita prevista para o ano que vem subiu 1,4% comparado com a reestimativa de 2016. No ano passado, a receita prevista para este ano era de
R$ 643,3 milhões, no entanto, o documento apresentado, na última sexta-feira, em audiência pública, a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão Financeira mostrou que o valor foi reestimado para R$ 664,3 milhões.
A maior fatia de arrecadação de Ferraz resulta do Fundo de Desenvolvimento e Valorização da Educação Básica (Fundeb), que prevê R$ 85,7 milhões. De IPTU, a prefeitura prevê arrecadar
R$ 8,9 milhões. No total, a LDO do município está estimada em R$ 306,5 milhões e será votada amanhã.
Em Arujá, a Câmara informou que realiza audiências públicas nos bairros para apresentar e discutir a proposta com os munícipes. A receita prevista é de R$ 274,2 milhões, 1,5% a mais que a de 2016. A LDO será votada até o final deste mês.