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As negociações entre o sindicato dos ferroviários e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) avançaram e a categoria decidiu suspender a greve, prevista para ter início à meia-noite desta terça-feira. Ontem, ocorreu uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Na semana passada, a concessionária havia oferecido reajuste salarial de 10,4%, mas voltou atrás e fez outra proposta de 7,5%, o que deixou os trabalhadores insatisfeitos.
Sob a ameaça de paralisarem os serviços, o que, consequentemente, iria prejudicar pelo menos 800 mil pessoas que dependem do transporte ferroviário nas linhas 11-Coral e 12-Safira, que atendem os municípios do Alto Tietê, a CPTM resolveu recuar mais uma vez e manter o percentual de reajuste solicitado, de 10,4%, pago em duas vezes. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, a região tem cerca de 2,7 mil funcionários da CPTM, que, caso a reivindicação não fosse atendida, iriam cruzar os braços em protesto.
A categoria já tinha ameaçado fazer greve em 11 de maio, mas, em assembleia realizada no dia anterior, os ferroviários decidiram aguardar até ontem para definir a paralisação. Como a proposta da companhia não foi aceita, a greve foi programa para ter início hoje, sem previsão para acabar.
Segundo o sindicato, o TRT havia sugerido que a concessionária pagasse o índice da inflação, que é de 10,4%, aplicado ao salário e benefícios. Na ocasião, a CPTM aceitou a sugestão, porém, pagaria em duas parcelas referentes ao período, que inciou em 1º de março. No entanto, a entidade sindical fez uma contraproposta e pediu que o reajuste referente aos vales-alimentação e refeição fossem feitos em uma só parcela, o que estava sendo avaliado pela empresa que, ontem, ofereceu aumento de 7,5% para ser pago em apenas uma parcela.
Como as negociações não avançaram, a categoria decidiu aderir à paralisação no período da manhã. No entanto, à noite, voltou atrás novamente e, além de conceder os 10,4% de reajuste salarial, também igualou os benefícios de vale-refeição, vale-alimentação e auxílio- maternidade dos ferroviários com os metroviários. Antes, esses benefícios eram menores. A partir de setembro, o vale-refeição também terá reajuste de 0,97% e o vale-alimentação e auxílio- maternidade de mais 0,46%
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