A greve que havia sido programada para hoje, pelos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi cancelada e os serviços serão prestados normalmente no Alto Tietê e em todo o estado de São Paulo. No entanto, uma possível paralisação ainda pode acontecer no dia 24 de maio. A decisão vai depender dos avanços nas negociações, durante audiência de conciliação que foi agendada para a próxima terça-feira, dia 17, às 10 horas, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). As informações são do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, que representa a categoria na região.
Uma assembleia foi realizada no início da noite de ontem para decidir se a categoria aceitaria aguardar as próximas negociações, ou se iriam aderir a greve hoje. Portanto, os trabalhadores optaram por aguardar a audiência de conciliação, na semana que vem. "Se não houver avanços, vamos marcar uma nova data para a greve que, aliás, já está definida para 00h00 do dia 24 de maio", afirmou a diretora regional do sindicato, Sônia Marques da Silva.
Entre as reivindicações dos funcionários, está o reajuste salarial em 11,8%, que é referente a inflação acumulada na data base da categoria ferroviária. Inicialmente, a CPTM propôs um aumento de 2,6%, mas não foi aceito. Posteriormente, uma nova proposta foi feita para um reajuste em 5,2%. "Esse porcentual não contempla a categoria e nem cobre a perda salarial", avaliou Sônia. A proposta da companhia também não chega perto do reajuste proposto pelo TRT, que foi de 10,44%. O sindicato ainda comparou a proposta da empresa com o aumento da passagem entre 2015 e 2016, que foi de 27%.
Se a paralisação na CPTM ocorrer dia 24 de maio, serão prejudicadas, pelo menos, 800 mil pessoas que dependem do transporte ferroviário nas linhas 11-Coral e 12-Safira, que atende os municípios da região do Alto Tietê. Segundo informou o Sindicato Central do Brasil, a região tem cerca de 2,7 mil funcionários da CPTM que poderão entrar em greve caso não haja negociação.