As Guardas Civis Municipais (GCMs) do Alto Tietê já atenderam mais de 7 mil ocorrências apenas neste ano, das quais 97,6% foram resultado da produtividade de apenas dois municípios: Suzano e Mogi das Cruzes. A maioria das ocorrências está relacionada ao crime de violência doméstica e vandalismo contra o patrimônio público.
A Patrulha Maria da Penha, que existe em Suzano há um ano e meio, é responsável por 53,9%% de todas as ocorrências registradas na região. Entre janeiro e 16 de maio deste ano, a equipe da Guarda suzanense já atendeu 3.739 ocorrências relacionadas à mulheres vítimas de violência, ou seja, em média, a patrulha atende cerca de 27 casos desse gênero, diariamente. Em 2015, o efetivo fez 14,7 mil atendimentos de proteção ao público feminino, resultando em uma média de 40 ocorrências por dia.
A GCM suzanense também atendeu, neste ano, 12 crimes ambientais, um caso de furto de veículo e conseguiu recuperar dois. A Guarda ainda foi responsável no auxílio de nove prisões em flagrante e já efetuou 37 encaminhamentos à delegacia. No ano passado, o efetivo foi responsável por 48 prisões em flagrante e 215 encaminhamentos ao Distrito Policial.
"No início de 2013, a GCM tinha apenas uma viatura. Todos os uniformes estavam vencidos. Os agentes não tinham coletes balísticos. Não existiam convênios com o Exército e a Polícia Federal. As condições de trabalho eram precárias, com desvalorização do profissional. Frente a este cenário, a atual gestão investiu em projetos como aparelhamento e padronização, capacitação do efetivo e valorização profissional", ressaltou o secretário Municipal de Defesa Civil, Clóvis Paoletti, lembrando que a Guarda também já ajudou a realizar várias prisões por roubo, furto, tráfico de drogas, estelionato, estupro e procurados pela Justiça.
A GCM de Mogi das Cruzes já realizou, neste ano, mais de 3 mil atendimentos, 4% a mais do que o mesmo período do ano passado, quando foram atendidas 2.923 ocorrências. A maioria dos casos auxiliados pela Guarda mogiana está relacionada a alarmes disparados nos prédios públicos, que resultou em 1.956 registros. "Essas são ocorrências relacionadas apenas a alarmes. Os prédios têm sensores e se uma janela é esquecida aberta, por exemplo, ou um vento, um pássaro ou um gato já é suficiente para disparar o alarme. A maior parte desses registros é de falhas como essas", ressaltou o secretário municipal de Segurança, Eli Nepomuceno. "Todos os 320 prédios públicos têm sistema eletrônico de segurança e o videomonitoramento é feito na Ciemp (Central Integrada de Emergências Públicas)". No ano passado foram 1,8 mil casos como este. 
A GCM também é responsável pela captura de infratores, que já resultou em 30 prisões entre janeiro e maio deste ano. No mesmo período de 2015, foram 27 detenções. A Guarda de Mogi também já fez vários registros contra o patrimônio público, sendo 26 relacionados a furto e 42 a danos. A equipe ainda realizou 23 flagrantes neste ano, referentes a pichações, furto, tráfico de drogas, incluindo danos ao patrimônio público.