Maio é o mês das mães e, hoje, com a evolução das gerações, muito se fala sobre a maternidade — não a romântica e perfeita, mas aquela que tem desafios diários e, ao mesmo tempo, é tão gratificante. E isso ocorre também com projetos que acabam sendo parecidos com os filhos: planejados ou não, nascem, crescem, aprendem, caem, levantam e se desenvolvem sob os cuidados atentos das mães.
E a maternidade aflora um lado que a mulher até então desconhecia: o senso de proteger e cuidar de alguém que depende quase que exclusivamente dela, especialmente nos primeiros meses de vida de um bebê. Essa sensação se torna algo tão grande que ela não quer terceirizar esses cuidados. Então, a mulher busca alternativas para ficar mais perto do seu filho, e uma delas pode ser o empreendedorismo.
A mãe que teve o seu corpo transformado durante a gestação enfrenta uma mudança interna e profunda. A forma de ver a vida muda, seus pensamentos e visão de futuro também. O filho é prioridade e, por isso, cada segundo ao seu lado importa. A ideia de empreender nasce quase junto da vontade de ficar, quando teria que voltar de uma licença-maternidade, por exemplo. Ou ainda no momento em que precisa complementar a renda por ter uma nova realidade familiar.
Nesse cenário, o empreender vira uma escolha que precisa de cuidados tanto quanto um filho. Essa mãe empreendedora terá que buscar apoio, conhecimento e mercado para o crescimento desse novo negócio. Talvez tenha iniciado com a ideia de ser algo pequeno, mas, conforme ela vai aprimorando, cuidando e estruturando, ele cresce, forte, assim como um filho! E o orgulho será tão grande desse novo projeto quanto será do seu bebê.
Porque, no fundo, ambos nasceram do mesmo lugar: o coração de uma mãe que decidiu cuidar, construir e transformar o mundo em um lugar melhor para viver e educar seus filhos.
Roseli Lima Bezerra é gestora regional do Sebrae Delas no Alto Tietê