A segurança viária é um desafio não apenas no âmbito regional, mas em todo o país. Embora os números de óbitos em acidentes de trânsito venham caindo nos últimos meses, conforme as reportagens realizadas com base nos dados mensais no Infosiga, plataforma de estatísticas gerenciada pelo Detran-SP, ainda há um longo caminho a ser percorrido para que tenhamos um trânsito mais seguro e com respeito a todos que circulam pelas vias das cidades. Por isso a importância da campanha Maio Amarelo. 

Diferente de outras mobilizações que ocorrem ao longo do ano, o Maio Amarelo não está associado a uma data específica, ele faz referência ao dia 11 de maio de 2011, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou a Década de Ação para a Segurança no Trânsito. E o amarelo simboliza justamente atenção, sinalizando que é preciso cautela no trânsito. 

O Observatório Nacional de Segurança Viária, que está à frente do movimento que une o poder público e a sociedade civil, definiu como tema para este ano “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. O foco principal é a vulnerabilidade de motociclista, mas de forma geral parece que o que menos é feito no trânsito é o olhar atento ao outro. Qualquer descumprimento da legislação, como uma ultrapassagem proibida ou excesso de velocidade, não afeta apenas o motorista em si, mas todos que circulam pelas vias. 

Vale a máxima popular que a atenção maior no trânsito deve ser principalmente com os outros atores que fazem parte dessa rotina, por vezes caótica, nas vias das cidades, mesmo as de médio porte, como Mogi das Cruzes e Suzano. 

Para enfrentar os desafios do trânsito, as cidades se mobilizam em diversas ações e evento ao longo desse mês. Na edição digital de hoje, destacamos o Simpósio de Segurança Viária, que será promovido pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, na segunda-feira. O evento deve ser um importante ponto de debates para melhorias na segurança viária da cidade. 

Sempre é bom lembrar também que a segurança viária deve ser um compromisso de todos, incluindo motoristas e pedestre, não apenas do poder público e das concessionárias responsáveis por rodovias e pelo serviço de transporte público.