Nesta sexta-feira, dia 29 de maio, chega ao fim o prazo para declaração do Imposto de Renda para Pessoas Físicas (IRPF). O temido “leão” como ficou conhecido popularmente, indo ao contrário do que foi trabalhado na campanha para a imagem de um órgão forte no fim dos anos 1970 mostra suas “garras”, e faz com que milhões de pessoas declarem seus ganhos e gastos ao longo do ano, de acordo com a faixa de renda determinada pelo governo federal.
Como destacamos na edição digital desta sexta-feira, segundo dados da Receita Federal, pouco menos de 10% dos contribuintes do Alto Tietê ainda não entregaram o documento. O total é estimado com base nas declarações entregues no ano anterior, e os números desta reta final de 2026 mostram que nem todos deixaram para a última hora, como normalmente acontece.
Quando se trata de impostos o que sempre vale destacar é o que temos como contrapartidas diante da alta carga que impera sobre qualquer produto ou serviço consumido no país. Infelizmente áreas essenciais como a saúde e a educação, embora venham avançando nos últimos anos ainda estão longe dos padrões que a população brasileira merece, especialmente os mais vulneráveis que dependem de políticas públicas mais eficientes e assertivas para o atendimento das especificidades dos diferentes grupos que compõem cada cidade do país.
Ainda há o fato da sonegação de impostos, um problema praticamente estrutural no país, que muitas vezes ocorre em contribuintes com mais condições de contribuir e colaborar para que tenham um país cada vez menos desigual, que possa oferecer oportunidades concretas para o desenvolvimento econômico e social de sua população.
Temos muitos desafios pela frente para ter o país que todos merecemos e o papel de cada cidadão é não apenas estar com os impostos em dia, como é rigidamente cobrado ano após ano, mas principalmente fiscalizar qual a destinação desses recursos arrecadados e procurar contribuir com sugestões para melhorias em seu território, certamente com reflexos em toda a cidade, no Estado e no país.