Muitos fatos podem passar despercebidos pela população de forma geral, mas não há quem não esteja já se preparando de alguma forma para a Copa do Mundo que se aproxima. Mesmo quem não é fã do esporte está analisando possíveis folgas do trabalho, ou quem sabe a oportunidade de se reunir com amigos e familiares. As cidades também vão entrando no clima, com ruas decoradas, e algumas trabalhando para a transmissão ao vivo dos jogos da Seleção Brasileira, como Guararema.
O Brasil estreia no dia 13 de junho (sábado) na Copa, que nesta edição será disputada em três países: Estados Unidos, Canadá e México. A primeira partida será contra o Marrocos, às 19 horas.
Difícil não se contagiar pelo clima da Copa, e a torcida para que venha o tão sonhado hexacampeonato. A mobilização dos torcedores tem impacto também na economia, movimentando diferentes setores, como bares e restaurantes que também vão transmitir os jogos, aumentando consideravelmente seu público.
A Copa também antecede as Eleições, que devem parar novamente o país. Neste ano serão eleitos o Presidente da República e e governadores, com seus vices, além de senadores e deputados federais e estaduais. Uma disputa com ‘torcidas’ por vezes mais apaixonadas do que de muitos times de futebol.
Voltando à Copa, o clima festivo é importante e faz parte da tradição brasileira, mas não podemos deixar de lado as questões do dia, e os muitos desafios que ainda temos para que o Brasil alcance o desenvolvimento econômico e social que merece.
Mesmo o futebol, tão valorizado neste momento, tem uma minoria de craques com salários milionários, uma boa parte, por vezes, não consegue ter o esporte, apesar do talento, como renda garantida. E a situação não é muito diferente em outros modalidades esportivas, que só são lembradas e exaltadas no período de grandes competições, como durante os Jogos Olímpicos. Temos um longo caminho para reconhecer e valorizar os talentos brasileiros, dentro e fora de campo. Importante aproveitar o clima para também fazer essa reflexão.