A Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha, reconhecida por revelar jovens talentos do esporte, neste ano conta com a participação de dois times da região: o União Mogi, tradicional clube da cidade, e o Itaquá Athletico Clube (IAC). Em grupos diferentes da competição, os times se classificaram para a segunda fase e nesta terça-feira (13) se enfrentam no estádio municipal Ildeu Silvestre do Carmo, o Campo do Brasil, em Itaquá. Como a etapa é mata-mata, apenas uma equipe da região avançará para a terceira fase. 

O importante é a vitrine que a Copinha é para os jovens atletas, muitos vindos de longe, como as equipes de Fortaleza e Confiança (PB), que também fizeram parte do grupo de Mogi das Cruzes. Os cearenses seguem hoje na competição, disputando com o Novorizontino, que teve sede em Itaquá, para ver quem continua na Copinha. 

Além da oportunidade para os atletas, o torneio ajuda na divulgação dos clubes, que sempre em busca de patrocinadores para manter as portas abertas, e seguir revelando talentos. O União Mogi, por exemplo, foi criado em setembro de 1913, é bastante tradicional, e vive entre altos e baixos. 

Na última edição da Copinha, disputada em Mogi, o time sede foi o São Bernardo, porque a equipe mogiana não atendia os requisitos para a competição. Porém, agora ao que tudo indica, a equipe vem com novo fôlego e vive dias melhores, com bons jogadores, conquistando importantes resultados. 

É preciso investir sempre no esporte, seja qual for a modalidade, criando não apenas oportunidade para talentos nas modalidades mais competitivas, de alto rendimento, mas para que ele também cumpra seu papel, trazendo disciplina, espírito de equipe, e principalmente promovendo a cidadania. Este aliás é o foco do trabalho desenvolvido pela ONG Social Skate, em Poá, que foi destaque na edição digital de domingo (11). 

Como sempre reconhecemos os avanços no setor, a mobilização das cidades com um grande público acompanhando os jogos da Copinha, mas sempre é preciso ir além, e investir cada vez mais para que surjam novos atletas, mas principalmente cidadãos mais cientes de seus direitos e deveres.