O cinema nacional é o destaque da semana com as quatro indicações do filme “O Agente Secreto”, protagonizado por Wagner Moura, já premiado pelo trabalho no longa dirigido por Kleber Mendonça Filho. O Brasil ainda tem mais uma indicação para Melhor Fotografia, em que concorre o diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso, pelo seu trabalho no filme independente norte-americano “Sonhos de Trem”.
Como bem destaca o diretor de cinema mogiano Rodrigo Campos, em matéria especial da edição de hoje, o cinema nacional vive um momento de efervescência. Desde o ano passado, com a vitória de “Ainda Estou Aqui” como Melhor Filme Internacional, a sensação é que o país vem acompanhando e realmente torcendo pelo sucesso das produções nacionais, que elevam o nome do Brasil no cenário mundial.
Porém, nem sempre foi assim, e ainda é desafiador fazer cinema no país, e viver de cultura de forma geral, seja qual for o segmento, mesmo com o importante avanço conquistado com as leis de incentivo, que fomentam o setor, e também as produções locais, como os trabalhos realizados por nomes como Rodrigo Campos, vão ganhando maior projeção.
As diversas manifestações sempre reforçam seu valor e cada novo trabalho dos muitos artistas espalhados pelo país, é perceptível que se trata de muito mais do que entretenimento, é um despertar para a cidadania e o olhar crítico para que o acontece ao nosso redor. O trabalho de Rodrigo, por exemplo, resgata muito da história local, revela ao público fatos e locais de Mogi e da região que merecem maior destaque, como no filme dedicado à Serra do Itapeti.
Sem muito recurso nos orçamentos das diferentes esferas de governo, é por meio das leis de incentivo, com apoio de empresas, que muitos projetos culturais têm se concretizado, e acompanhamos belos trabalhos desenvolvidos na região, no Estado e no país. É preciso valorizar nossa cultura tão diversa e investir na potencialidade dos artistas, e especialmente das novas gerações, não apenas para a descoberta de talentos, mas para o despertar da cidadania.