Em cidades marcadas por longos deslocamentos, agendamentos, filas e burocracia, levar serviços essenciais para espaços públicos de convivência é uma medida que dialoga diretamente com a realidade da população. Emissão de documentos, consultas, agendamentos e outros atendimentos passam a estar disponíveis onde as pessoas já circulam diariamente, integrando o cotidiano aos serviços públicos.

A ampliação dos serviços do Poupatempo para as Praças da Cidadania de Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba representa mais do que a instalação de totens digitais. Trata-se de um avanço concreto na forma como o poder público se aproxima do cidadão, reduzindo distâncias físicas e simbólicas. A iniciativa aponta para um modelo de gestão que entende que tecnologia não é luxo, mas ferramenta de inclusão social e de democratização do acesso.

Para muitos moradores, especialmente idosos, trabalhadores e quem vive longe dos centros administrativos, esses totens significam economia de tempo, de dinheiro e de energia. Menos deslocamentos, mais agilidade, menos filas e um atendimento mais sustentável, com redução do uso de papel. Os serviços oferecem à população mais autonomia, mais eficiência e mais dignidade no exercício da cidadania.

Além disso, o projeto fortalece o papel das Praças da Cidadania como espaços multifuncionais, não apenas de lazer e cultura, mas também de acesso a direitos, informação e serviços públicos. A ideia de que o serviço público deve ir ao encontro do cidadã, e não o contrário, ganha forma concreta e cotidiana.

Outro aspecto relevante dessa iniciativa é o impacto na organização urbana e na descentralização dos serviços públicos. Ao distribuir pontos de atendimento em diferentes regiões da cidade, o poder público contribui para desafogar unidades centrais, reduzir a sobrecarga em grandes equipamentos. As Praças da Cidadania passam, assim, a exercer também uma função estratégica no planejamento da cidade, aproximando políticas públicas do território e da vida cotidiana.

Em tempos em que a eficiência do Estado é constantemente questionada, ações como essa mostram que é possível modernizar sem perder o foco humano. Que a experiência em Mogi e Itaquá sirva de modelo para outras cidades da região. Afinal, aproximar serviços é, também, aproximar cidadania.