Com os preços de produtos e serviços aumentando como vemos atualmente, mesmo que o preço da gasolina esteja aparentemente em queda graças a redução de imposto como publicamos ontem, infelizmente não surpreende que a inadimplência em Mogi das Cruzes feche o primeiro semestre do ano com o total de R$ 12 milhões em débitos. Os dados são do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), em destaque na edição de hoje.

Embora com uma queda significativa em relação ao ano passado, quando as dívidas somavam R$ 15 milhões, o resultado divulgado pela ACMC não deixa de ser preocupante. São mais de 12 mil pessoas endividadas na cidade, a grande maioria com um pagamento pendente. Situação que não deve ser muito diferente nas outras cidades da região.

A própria associação mogiana credita o recuo da inadimplência à retomada do emprego, e é o que temos visto com os últimos saldos positivos de vagas registrados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em Mogi, como também no restante do Alto Tietê. O último levantamento feito pelo Mogi News/Dat com base nos dados do Ministério do Trabalho revelou a criação de mais de três mil vagas no mês de maio na região.

Outro fator para a redução dos endividados, de acordo com a entidade, é a antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas, sem dúvida uma importante injeção de recursos na economia. E nesses tempos difíceis, que já eram desafiadores antes mesmo da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a renda de pessoas idosas se tornou, em muitas famílias, a principal fonte de recursos para garantir a sobrevivência. Atenção, porém, para os casos de violência financeira, quando o idoso é impedido de administrar seus próprios recursos.

Mas, como temos dito aqui é preciso pensar na economia, em políticas públicas voltadas para o emprego e renda, em ações que estimulem o investimento privado nas cidades, Estados e no país para revertermos o quadro atual e retomar efetivamente o crescimento econômico e social.