Um mundo ideal, ao menos no que diz respeito à ecologia, seria aquele em que tudo o que é produzido possa ser inteiramente aproveitado, e o que não puder ser utilizado até o final deve ser devolvido para que possa entrar na cadeia de produção novamente. Apesar do título deste artigo sugerir que este texto tem algo a ver com superstição - segmento ruim de ciência, mas bom de marketing -, na realidade ele busca discutir um proposito muito maior, o meio ambiente - bom de ciência, mas ruim de marketing - e a lei do retorno de embalagens e pacotes, também conhecida como logística reversa, é uma boa maneira de ajudar na preservação do planeta.

Já utilizamos este espaço para falar das vantagens do etanol diante dos combustíveis fósseis, uma vez que o derivado da cana-de-açúcar tem toda sua produção utilizada, desde o açudar e o etanol até sua biomassa, utilizada para forrar pasto, ou seja, tudo tem uso, nada é perdido, e todo o CO2 liberado pelos automóveis que utilizam o álcool é puxado pela plantação de mais cana nas fazendas.

Com embalagens talvez não dê para fazer isso o tempo inteiro, por isso devolver esses pacotes para serem reutilizados é importante. Em Mogi das Cruzes haverá, amanhã, uma campanha de devolver as embalagens de agrotóxicos utilizadas nas plantações. Seja para reaproveitamento ou para um descarte responsável, a campanha é muito bem-vinda. Tomara que outras cidades brasileiras possam tomar iniciativas como esta, inclusive os demais municípios do Alto Tietê.

Há empresas, principalmente do ramo de fast-food que também tentam reduzir o tamanho e quantidade dos pacotes. Os restaurantes que oferecem hambúrgueres e batatas, os mais procurados dentro de um shopping, com embalagens quase minimalistas, mas antes, o que vinha dentro de um caixa e envolto em um papel, agora só vem no papel, é uma boa reduzida se pensarmos em quantidade.

Num futuro não muito distantes, sim, pois, quanto mais demorarmos pior será, tomara que essa lei do retorno e as embalagens minimalistas virem uma norma a ser seguida por todos.