Ninguém é dono da própria felicidade, por isso jamais entregar a alegria, a paz na vida, nas mãos de alguém, apesar de se estar sempre na dependência do outro. Somos livres, não pertencemos a ninguém; para o devido equilíbrio, na contrapartida não se pode querer ser dono dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja!
A razão da própria vida somos nós mesmos. Toda paz interior conquistada é produto de meta de vida. Assim, ao sentir um vazio na alma, quando se acredita que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remeter o pensamento para os desejos mais íntimos e buscar o todo que sempre esteve dentro de nós.
Parar de colocar a felicidade cada dia mais distante de si mesmo. Não colocar o objetivo longe demais das próprias mãos: abraçar e dirigir palavras de incentivo aos que estão ao nosso alcance hoje. Ao andar desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, buscar no próprio interior a resposta para se acalmar. Já que somos reflexo do que se pensa diariamente. Parar de pensar mal de si mesmo(a), e ser seu melhor amigo(a), sempre.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Assim abrir um sorriso para aprovar o mundo que se quer oferecer, sempre como o melhor. Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de nós, e assim estaremos afirmando para nós mesmos que estamos prontos para sermos felizes.
Trabalhar, trabalhar muito a seu próprio favor. Parar de esperar ter a felicidade sem qualquer esforço. Parar de exigir das pessoas aquilo que nem se conquistou ainda. Criticar menos, trabalhar mais, procurando somar, colaborando. E não se esquecer nunca de agradecer. Tolerar, quando não, agradecer mesmo a tudo que está incluído em nossa vida neste exato momento, passasse ele, pelo amargor ou pela doçura.
Ao permitir que todo pensar seria faltar de saber viver: as melhores provas de respeito que se possa dar à inteligência do cidadão, é de lhe deixar, em qualquer circunstância, algo para pensar.
Raul Rodrigues é engenheiro e ex-professor universitário