No princípio da Criação, Deus fatiou a eternidade e nos deu o tempo. Usando o tempo, Ele criou em seis dias os céus e a Terra. A Terra estava em trevas e vazia, e o Espírito de Deus pairava sobre as muitas águas que a rodeavam.
Para os homens, Deus mostra organização com prioridades na sequência, disse Deus, no primeiro dia: "Haja luz; e houve luz". A luz chamou de dia, e as trevas de noite. No segundo dia Deus separou as águas acima e abaixo do firmamento que foi criado por Ele e foi chamado de céus. No terceiro dia Deus ajuntou as águas num só lugar e apareceu a porção seca, esta chamou terra, e o ajuntamento das águas, mares. Em seguida, nesse mesmo dia ordenou o surgimento das plantas. No quarto dia Deus criou o sol, a lua e as estrelas. No quinto dia aconteceu a criação das aves, dos animais, dos peixes e dos insetos. No sexto dia, após ter surgido a biodiversidade dos seres viventes Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. No sétimo dia, Deus descansou de toda obra que fizera.
Atualmente, a lei na escala de trabalho iguala o exemplo dado por Deus na Criação, para cada seis dias de trabalho, o empregado deve ter um dia de descanso. O rei Salomão, em Eclesiastes 3, nos diz que tudo tem seu tempo determinado para qualquer propósito debaixo do céu. Na Bíblia, em Colossenses 3: 23 o apóstolo Paulo ordena que tudo que fizermos, façamos de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, evitando, assim, sentimentos de indignação. Pitágoras (582 - 497 a.C.), matemático e filósofo grego: "Com organização no tempo acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito". Vivemos os dias úteis e os inúteis, as horas produtivas e improdutivas e até os minutos e segundos, preciosos, mas notoriamente desperdiçados.
O tempo cronológico de 24 horas é suficiente para realizar as nossas diversificadas atividades programadas do dia? Se Deus fez nosso planeta girar em 24 horas porque é suficiente. Como estabelecer prioridades na escolha entre o importante e o urgente?
Mauro Jordão é médico