Nos dias de hoje, quando conhecimentos que foram construídos por décadas de estudos são trocados pelas teses defendidas por falsos filósofos e teóricos da negação, vale a pena relembrar alguns resultados produzidos pela poluição crescente.
Segundo o órgão de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU), a poluição do ar causa 7 milhões de mortes prematuras anualmente.
A poluição do ar é a maior vilã, pois ela é responsável por grande parte dos óbitos que são relacionados à poluição em geral. Além da poluição do ar, outros tipos também contribuíram para esse quadro. Por exemplo, a poluição no ambiente de trabalho, que tem como causa principal o fumante ativo e passivo, é a que mais mata, depois da poluição do ar.
Dados divulgados pela ONU no início de 2019 indicava que a poluição foi responsável por 25% das mortes prematuras. No ranking mundial da poluição do mesmo ano, o Brasil apareceu na 65ª posição.
Por mais que esse seja um problema mundial é justamente nos países que apresentam renda baixa e média que essas mortes estão mais concentradas. Aproximadamente 92% das mortes causadas pela poluição ocorreram em países pobres e que passam por um rápido processo de desenvolvimento e industrialização, como a Índia, que apresentou o quinto maior número de mortes.
Muito provavelmente, nos dois últimos anos, o número de mortes provocadas pela poluição deve ser menor do que o ocorrido nos anos anteriores. A pandemia que nos acompanha desde o início de 2020 limitou muito a circulação de pessoas em diversos países, o que deve ter contribuído para a redução da poluição e dos seus efeitos.
Para além da pandemia, não podemos perder de vistas outras questões que nos ameaçam. Principalmente por vivermos em um país onde agrotóxicos banidos na grande maioria de países estão sendo liberados pelo governo. Um total de 1.411 produtos foram liberados nos últimos três anos. Com a soma, a gestão atual detém 40% dos registros de produtos agrotóxicos aprovados no Brasil na história.