A partir da avaliação revelada pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) sobre a qualidade do ensino praticada nas escolas do país, e que colocou o Alto Tietê em patamar promissor, é possível concluir que o setor na região trilha um bom caminho. Apenas para ilustrar, as notas alcançadas por Mogi das Cruzes (6,8), Arujá (6,8) e Poá (6,7) superam as médias estadual (6,5) e nacional (5,8), o que já é alentador. Todas as cidades, incluindo Suzano, com 6,3, ultrapassaram as metas estabelecidas para os próximos anos, ou seja, já estão além daquilo que o Ministério da Educação esperava.
Para se chegar a esses números, os municípios precisaram romper o cordão umbilical que os mantinham ligados aos programas sustentados pelo Estado e pela União, criando alternativas particulares, apropriadas às características de cada um, responsáveis pelo crescimento da Educação. Isso vai de encontro ao modelo contemporâneo de ensino/aprendizagem, que enxerga o estudante de forma individual e o instrumentaliza para buscar o próprio conhecimento, libertando-o dos limites físicos e temporais.
A partir do momento em que as cidades têm autonomia para criar e executar a sua estratégia, os resultados aparecem de forma mais clara e rápida. Mas também é necessário o balizamento de um órgão superior, no caso, o Ministério da Educação, com ferramentas eficientes e capazes de utilizar a avaliação como referência na melhoria da qualidade. O Ideb estabelece os parâmetros e projeta as metas, mas cabem aos municípios a leitura e a interpretação práticas desse roteiro.
Também é possível constatar que a performance educacional deve estar isenta das influências político-partidárias exercidas pelos governantes. A Educação precisa sobreviver de forma apolítica e não pode ser subsidiada com imposição de ideias e tendências. O governo deve, obrigatoriamente, financiar e sustentar o seu funcionamento, mas não deve, jamais, reivindicar nada em troca que não seja o resultado positivo e evolutivo. Depois de atravessar a fase mais difícil na época da ditadura com a interferência militar, a Educação começa a viver um período mais fértil.