Uma reportagem publicada ontem nos jornais do Grupo Mogi News apontou que o Alto Tietê possui 43 candidatos para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa (Alesp) e na Câmara dos Deputados, em Brasília. À primeira vista, a quantidade de pessoas que participará da corrida eleitoral parece pequena, diante de uma região que possui mais de 1,5 milhão de habitantes, porém, uma análise um pouco mais apurada mostra que isso não é verdade.
Na média geral, o Alto Tietê tem um candidato para cada 34,8 mil habitantes. Não podemos dizer que a região não se interessa por política, os dados coletados pela reportagem junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são animadores neste sentido. No entanto, é claro que todos não serão eleitos, deverá ser, pelo menos, três vezes menor. Se for tomada como base a atual legislatura, com quatro legislador na Alesp e cinco na Câmara dos Deputados, o Alto Tietê terá um parlamentar para cada 166 mil habitantes, em média. Essa representação das dez cidades regionais diante do Palácio do Planalto e do Palácio dos Bandeirantes é, no mínimo, regular, mas se esse número puder ser aumentado será melhor ainda.
O eleitor brasileiro, de uma forma geral, tem o costume de dispensar pouca ou quase nenhuma atenção aos legislativos, no entanto, ele não pode esquecer que são nesses locais, também chamados de Casa de Leis ou Casa do Povo, que a vontade da população será exercida, assim como os anseios por uma vida melhor, como diz a própria Constituição.
Saber escolher os representantes do Parlamento é tão importante quanto eleger os chefes do Executivo. Os deputados vão levar ao governador e ao presidente as demandas da população, fiscalizar o dinheiro do cidadão, requisitar verbas para a construção de creches, asfaltar vias, entre outros.
Temos que reparar melhor nesses nomes. É claro que quanto mais pessoas do Alto Tietê for eleita, melhor, mas, antes focar na quantidade de eleitos, é preciso mirar na qualidade desse grupo de pessoas que será escolhida em 7 de outubro.