Pouco ainda se falou sobre segurança pública por parte dos candidatos à Presidência da República e do governo do Estado, entretanto, esse é um tema caro à população e merece ser tratado com a devida atenção. Promessas de armar a população para ela mesma se defender não devem ser levadas em conta porque foge da realidade brasileira.
Está faltando os candidatos elaborarem propostas que realmente tenham a ver com o que estamos vivendo. Já virou lugar comum dizer que o trabalhador sai de casa, mas não sabe se volta para casa no fim do dia, dada os altos índices de violência. Simplesmente dizer que vai armar a população para enfrentar os bandidos é o mesmo que jogar gasolina em uma fogueira.
Quando falamos do Estado de São Paulo, a situação parece não ser tão ruim. A taxa de homicídios para cada cem mil habitantes, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) para 2017, é de 7,54. No começo da série histórica, esse índice era de 35,2 assassinatos para cada cem mil habitantes. Em cidades como Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba as taxas são de 4,53 e 9,85 mortes dolosas para cada cem mil habitantes. Vale lembrar que a Organização das Nações Unidas (ONU), recomenda que a taxa fique abaixo das dez mortes para cada cem mil. Para efeitos comparativos a capital possui um índice de 6,10 homicídios.
Quando elevamos esse dado para todo o país, a taxa de assassinatos para cada cem mil habitantes chega a 30. Todos os dias vemos e ouvimos notícias sobre mortes violentas no país, com destaques para o Rio de Janeiro e as regiões e Norte e Nordeste, mas o que os candidatos à Presidência falam, não atacam diretamente o problema da segurança.
É muito simplista achar que esse indicador está focado somente em roubos, furtos e assassinatos. Segurança Pública começa na falta de uma educação mais forte, na recuperação dos detentos, de uma Justiça mais rápida e precisa, além de se olhar melhor para quem está na linha de frente de tudo isso, as forças policiais. A população, que está cansada de saber se volta para casa, ou não, aguarda essas propostas ansiosamente.