A votação para regulamentação dos parklets em Mogi das Cruzes foi mais uma vez adiada na câmara. O vereador Caio Cunha (PV), um dos autores do projeto, inseriu emendas na proposta após questionamentos dos vereadores da Casa de Leis. Assim, o plenário enviou o projeto mais uma vez para apreciação da Procuradoria Geral da Câmara. Em seguida, ele seguirá para a Comissão Permanente de Justiça e Redação do Legislativo, e só depois retornará à câmara para votação dos vereadores.
Aqui, não há crítica à demora para a regulamentação, já que o assunto merece ser bem estudado e todas as exigências bem definidas, principalmente se tratando de uma cidade como Mogi das Cruzes, com ruas estreitas e de difícil circulação.
Os parklets têm se tornado tendência em grandes cidades e funcionam como extensões dos comércios. Eles ocupam o equivalente a duas vagas de carros, e são uma área de convivência livre para o uso das pessoas, que consumam no estabelecimento, ou não - afinal, é um espaço público. Nesse ponto, os vereadores devem ficar atentos, pois é incabível que essas estruturas atrapalhem o já caótico trânsito mogiano, principalmente em horários de pico. As dimensões dos parklets têm de ser pensadas e repensadas antes da aprovação do projeto.
Se regulamentado, o investimento vai depender do empresário interessado. Não há dinheiro público envolvido, muito menos para a manutenção. Apesar disso, se bem avaliado, essa "extensão" pode trazer mais lucro aos comerciantes, pois trata-se de um local atrativo para clientes. É preciso, porém, que se atente às leis municipais que serão criadas. É proibido, por exemplo, atendimento de garçons nesses espaços, pois seria o equivalente a servir clientes em uma praça pública. Em ruas muito inclinadas, próximas a esquinas, de alta velocidade ou em vagas especiais, a colocação da estrutura deverá ser proibida, como acontece na capital paulista.
É importante é que o projeto seja aprovado apenas se não for prejudicar o trânsito. Com tanto a ser feito no quesito mobilidade urbana, não é viável pensar em mais um complicador.