A estiagem provocada pela falta de chuvas e a predominância do tempo mais seco, com baixas umidades do ar e temperaturas oscilando entre 10 e 20 graus, é propícia para a ocorrência de focos de incêndio, principalmente em matas na área rural e em terrenos localizados nas margens das rodovias. Essa situação é comum nos meses do inverno, o que deixa em alerta as unidades do Corpo de Bombeiros.
Um levantamento sobre a ocorrência de queimadas realizado pelo 17º Grupamento de Mogi, responsável por oito cidades na região do Alto Tietê, revelou um crescimento assustador de 237% na quantidade de casos atendidos pela corporação no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2017. São, em números absolutos, 135 contra 456. Somente o mês de maio deste ano, isoladamente, teve o registro de 167 atendimentos, superando o volume anotado em todo o semestre de 2017.
Apesar do esforço no sentido de conscientizar a população para evitar o surgimento dos focos de incêndio, o Corpo de Bombeiros luta, na maioria das vezes, contra os chamados fatores imponderáveis. A experiência no combate às queimadas dá uma certa dianteira, com a análise das causas e as formas encontradas para evitá-las. Mas jamais será possível prever com exatidão onde as ocorrências se darão.
Nesse sentido, resta ampliar as campanhas de prevenção com a distribuição de cartilhas educativas, como já é feito pelos bombeiros, além dos cuidados básicos, como não jogar pontas de cigarro nas estradas e nem soltar balões. Por sua vez, os moradores do campo devem ficar atentos para não acumular mato cortado e seco, manter terrenos limpos e sempre verificar qualquer sinal de fumaça.
As condições climáticas não contribuem favoravelmente e o descuido da população continua sendo o principal fator para a ocorrência dos incêndios. Existem ações que necessitam do empenho de várias frentes, tanto da comunidade como dos órgãos públicos responsáveis. O Corpo de Bombeiros combate, previne e alerta, ou seja, faz a sua parte. Sem a contribuição ativa das pessoas, as estatísticas continuarão, infelizmente, aumentando ano a ano.